BANCOS inventam dinheiro a partir do NADA?!

terça-feira, 11 de maio de 2010

 
Quanto maior for o crescimento do banco maior é a inflação gerada pelo mesmo.

Isto porque o banco vive dos empréstimos que faz com o dinheiro que lá tem depositado. Seria de supor que os seus depósitos cobririam os empréstimos do banco mas isso está longe de suceder.
O banco comercial, o seu banco de todos os dias, cria na realidade o dinheiro que empresta, numa escala que chega a ser 10 vezes superior à que tem em depósitos.
No fundo, inunda o mercado de dinheiro virtual que não existe a não ser em dígitos informáticos e que nunca foi emitido.
Qualquer empregado bancário lhe dirá que só a banca central pode emitir e criar dinheiro e que o banco comercial não o faz.
Isto é compreensível pois a educação financeira não é o forte dos funcionários bancários que infelizmente têm de se preocupar mais em cumprir objectivos de vendas, etc.
E de facto, não existe nenhuma rúbrica na contabilidade de um banco que fale de “dinheiro criado”.
Mas sabendo que um banco precisa de ter o equivalente a 10% do seu total em reservas é fácil perceber que o banco comercial cria mesmo o dinheiro a partir do nada. Senão vejamos:

O banco A coloca 1000 no banco central de reserva e pode assim emprestar 10000.
Estes 10000 são absorvidos pelos clientes dos empréstimos que o depositam noutro banco, o banco B, que por sua vez vai depositar no banco central como reserva dos seus empréstimos.
Quer isto dizer que o banco B poderá emprestar mais 100000, que continuarão este carrossel sem parar, criando dinheiro a partir dos 1000 iniciais sem qualquer restrição.
E aumentando o dinheiro em circulação, sem um correspondente aumento da quantidade dos bens de consumo, só pode significar aumento dos preços, a inflação como é agora chamada.

Assim, como cada banco tem de emprestar o máximo que pode para poder crescer, vai ser gerador de inflação pois contribui para o aumento da massa monetária

( fonte: APEFI )

0 comments

Postar um comentário